Desde domingo às escuras, Cuba volta a ligar-se

Desde domingo às escuras, Cuba volta a ligar-se

Cuba reconectou a rede elétrica nacional depois de uma falha em todo o país desde o passado domingo naquele que foi o sexto corte do ano.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Norlys Perez - Reuters

Cuba conseguiu esta terça-feira reconectar a sua rede elétrica após uma falha a nível nacional ocorrida na noite de domingo para segunda, a sexta do ano.

Havana vê o agravar deste tipo de situações face às limitações com o bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos que agravam ainda mais a crise energética que afeta o país.

Apesar de tudo, a companhia nacional de eletricidade UNE anunciou esta terça-feira que no final da manhã o sistema elétrico nacional tinha sido restabelecido.

Este novo apagão mergulhou todo o país na escuridão, não escapando nem a capital, mas o regresso à normalidade para alguns cubanos não é muito diferente: "É isto, a nova normalidade. O sistema colapsa, eles voltam a ligá-lo, e ele cai de novo", disse Carlos Garcia.

Este motorista de triciclo elétrico ouvido pela AFP explica que a situação não se altera grandemente: "De qualquer forma nós nunca temos eletricidade, mesmo quando a rede não avaria. Portanto, para mim, não muda nada".

São sete as centrais termoelétricas que constituem a espinha dorsal da rede nacional cubana, mas nas suas mais de qutro décadas de idade apresentam já algumas limitações e sofre avarias frequentes.

Desde janeiro, com o bloqueio petrolífero de Washington que coloca em causa o abastecimento de combustível a estas centrais e aos geradores de reserva, essas falhas tem vindo a agravar-se.

A maioria dos cubanos vem tendo eletricidade durante períodos limitados, o que em situação normal já dificulta a vida dos habitantes da ilha. Na segunda-feira à noite, os moradores da Havana levaram o seu descontentamento às varandas e às janelas, onde se fizeram ouvir batendo em tachos.

Ainda hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros apontava culpas aos Estados Unidos.

As falhas na rede são "consequências diretas do bloqueio genocida dos Estados Unidos contra Cuba", afirmou Bruno Rodriguez na rede X.

Os Estados Unidos defendem que a crise se deve à má gestão da economia pelo governo comunista.

c/ agências
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